segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Mestre e Amigo


Dedé de Castro estava um dia na chefia de Reportagem (ele é editor de Pautas, o melhor pauteiro que conheci) quando de repente entra na redação um homem parrudo, cara de nenhum amigo, soltando fogo pelas ventas. Bradava que iria processar o jornal por o haver acusado de receptar carros roubados, segundo ele uma inverdade, pois não sabia que eram produto de roubo. Dedé, corpo franzino, mas com uma força interior de gigante, disse: ´Nenô, vou até lá ver o que aquele cabra quer´. Grosseiramente, o homem disse de sua ira. E Dedé fez-lhe uma pergunta: ´Qual a sua idade, cavalheiro´? - Trinta e cinco, respondeu. ´E quantos carros o senhor comprou, sem saber que eram roubados´? - Dezesseis. E Dedé fulminou: ´Engraçado, eu tenho 60 anos e nunca me foi oferecido um só carro roubado. No entanto, ao senhor, que tem apenas 35, ofereceram 16´... Murcho, o sujeito abaixou a cabeça e saiu pela mesma porta por onde jamais deveria ter entrado.

Um comentário:

Briguilino disse...

O que disse o sr. Dedé é digno de estar no "gênio total".
Parabéns.