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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

30 Anos


Não posso me queixar. Deus me proporcionou (proporciona) viver cercado de boas criaturas. E, cá entre nós, eu mereço, pois retribuo em igual intensidade. Além dos já citados nesta seção, incluindo as pérolas que são as filhas Lina e Marcela, foram agregados ao meu convívio primeiro Kleyton Mourão, publicitário cearense (atuando em São Paulo) premiado internacionalmente (Leão de Prata em Cannes, versão 2008), diretor de arte dos mais criativos que conheci, casado com Marcela. Agora, mais recentemente, Júlio Temporal, formando em Publicidade e já trabalhando como redator, futuro mais que promissor, que está construindo a vida ao lado de Lina. Aliás, os dois se emparelham em dois pontos: origem (famílias excelentes) e bom caráter. Que sejam bem-vindos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

30 anos


Jorge Sérgio Carneiro Redes, o Serginho Amizade, foi uma das grandes figuras que conheci. Divertido, correto, consciencioso, ótimo conversador. Foi jogador de grande habilidade e hoje é analista apreciado. Certa vez, colocou à venda uma camioneta Belina que era freqüentadora assíduas da retífica. Telefona senhora em busca de um carro para os deslocamentos do filho que havia passado no Vestibular. Serginho desaconselhou o negócio: ´Minha senhora, com a minha Belina caidaça, seu filho voltará para o curso Primário. A exemplo da maioria dos grandes jogadores, Serginho treinava em nome da responsabilidade, mas não tinha nenhum prazer naquilo. Estávamos um dia na Praia do Náutico (Meireles), mais precisamente no ´Oi da Pedra´, onde circulavam as pessoas mais bonitas. Serginho bate no meu ombro e diz: ´Craque, você tem sorte. Vai ficar aí curtindo sol, mar, vendo as gatinhas bonitas, ao passo que eu tenho de ir a Porangabussu correr atrás de Joãozinho´...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

30 Anos


Várias notas sugestivas desta coluna atingiram o objetivo, quer dizer, foram acatadas por quem de direito. Por agora, vou lembrar uma relacionada ao fardamento dos policiais militares, aproveitando o início do programa Ronda do Quarteirão, cujo contingente usa vestimentas mais leves. Lembro-me de que comentei, há muitos anos, que um dos motivos pelos quais os militares tinham caras de poucos amigos era serem obrigados a usar uniformes inapropriados para o nosso clima. Defendi que eles podiam muito bem vestir bermuda e camiseta de meia. A sugestão foi adotada em parte, beneficiando apenas os que prestam serviço nas praias. A vitória só seria completa se abrangesse todos.

domingo, 11 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

30 anos


Minha mãe Josefa Quezado Cavalcante, a doce dona Nair, era uma santa. Era, não, é, porque o caráter de uma pessoa não melhora nem piora depois que a matéria se vai. Tenho muitas histórias para contar de nossa convivência de 17 anos, três meses e seis dias (em sete de outubro de 1972, ela resolveu me esperar em Outro Lugar, se eu merecer ir para lá), além dos sete meses em que fui hóspede de sua barriga. Uma delas se refere a um jarro de estimação que eu quebrei. Aproximei-me de dona Nair e perguntei: ´Mãe, a senhora prefere que eu morra ou aquele jarro de que tanto gosta quebre´? - Deixa de besteira, menino. É claro que prefiro ver o jarro quebrado. Arrematei: ´Pois se prepare, porque eu acabo de tropeçar na mesinha da sala e ele espatifou-se no chão´. Antes que alguém pergunte o que isso tem a ver com os meus 30 anos de profissão, vou logo dizendo, primeiro, que meus 30 não começaram há 30 e sim, exagero à parte, na concepção. Depois, sem ela eu não teria completado um dia de jornalismo, dirá três décadas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

30 Anos


Deferência de patrão. Em 1993, estava eu em Camocim para integrar o júri do festival de música da cidade. Era a primeira visita, fiquei encantado com praticamente tudo, a ilha do amor, Praia de Maceió, Tatajuba, o mar cobrindo o rio Coreaú como a querer protegê-lo. Após o encerramento do festival, vencido por Valdo Aderaldo - que interpretou ´Coca-cola e iguarias´ com sua mulher Paula Tesser -, um casal camocinense recebeu participantes, jurados, organizadores e autoridades para um coquetel. Antes, à tardinha, haviam chegado o então ex-prefeito de Fortaleza Juraci Magalhães (viria a ser prefeito novamente em duas ocasiões, de janeiro de 1997 a 2000e de 2001 a janeiro de 2005) e o industrial Edson Queiroz Filho, na época com projeto político. Conversava com Edson durante a recepção quando alguém, acho que era um assessor dele, disse o seguinte: ´Doutor Edson, o Neno tem coluna muito lida e pode ser de grande utilidade para a nossa causa´. Edson discordou no ato: ´De jeito nenhum. Deixe o Neno fora disso, com a independência dele´.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

30 Anos


Rogaciano Leite Filho tinha sido quase sempre repórter de Cultura. Certa vez, numa exposição plástica no Náutico, ele me chamou a um canto mais sossegado do balcão do bar dizendo que precisava conversar comigo. Pedimos bebida e ele me disse que o Demócrito (Dummar, diretor presidente do jornal ´O Povo´) havia lhe oferecido uma coluna diária e como ele não sabia se aceitava ou não queria a minha opinião. ´Você vai dar um baile, Roga´! E ele: ´Mas só me interessa se for uma coluna no estilo da sua´. Garanti-lhe que a dele seria melhor. E foi aí que começou a coluna ´Em Off´. O ingresso dessa marcante criatura no colunismo só me fez melhorar.

´É...´ e ´Em Off´

Mais do que rivais, as duas colunas chegavam a ser cúmplices. Roga e eu ´batíamos uma bolinha diária´ e o que não era publicado na minha, saía lá e vice-versa. Era uma tabelinha perfeita, guardadas as proporções devidas, à lá Pelé e Coutinho. Tanto que sem que combinássemos previamente nesse sentido, jamais demos a mesma notícia. Rogaciano foi também freqüentador assíduo da minha barraca Clarear.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

30 Anos.


Durante essas três décadas conheci criaturas fascinantes. Uma delas é o pianista e compositor (até já fez parceria com o grande Egberto Gimonti) Antônio José Forti (ou Antônio de Aragon). Além de excepcional músico, Antônio possui apurado senso de humor, sendo praticamente imbatível na colocação de apelidos. Lúcio Brasileiro, por exemplo, é inteligência contra a máquina. Atacadíssimo é o apelido de Airton Monte. O violonista Nonato Luiz é cangulo, o compositor e arquiteto Fausto Nilo é ´grauçá´ (auçá, pelo Aurélio). Por último, bode, é como ele se refere a Fagner. E o apelido do Neno, você decerto desejaria saber. Ainda não fui contemplado.

terça-feira, 1 de abril de 2008

30 anos


Existe & Não Existe:
1 - ´Deputado Fulano de Tal é muito meu amigo´. Se dito por um jornalista, não existe. Político não é amigo de jornalista, ele usa os que se permitem usar e compra os que se permitem vender.
2 - ´O secretário é minha fonte´. Não existe. Autoridade só divulga o que é do interesse dela, logo, não é fonte confiável, diferentemente do rapaz ou moça da limpeza ou da copa (cafezinho).
3 - ´Notícia é a eu que eu corro atrás e não a que me chega de graça´. Existe. Quase sempre, a notícia a qual buscamos é a que interessa, tem valor.
4 - ´Todo homem tem o seu preço´. A frase é utilizada de forma equivocada (intencionalmente) por aqueles venais que pretendem nivelar por baixo. Sim, todo homem tem um preço, mas não dinheiro, como os mal-intencionados apregoam.
5 -´Na Internet eu sempre encontro tudo que preciso´. Não existe. Pode-se até encontrar, mas o problema está no ´sempre´ e no ´tudo´, que podem limitar ao superficial e levar ao erro.
6 - 'Confio na minha fonte, mas chequei rigorosamente a informação'. Certíssimo!

sexta-feira, 28 de março de 2008

30 Anos


Se me perguntarem qual foi a melhor coluna que escrevi eu não teria dúvida em apontar a que dediquei exclusivamente à barbárie promovida em dezembro de 1997 (Governo Tasso Jereissati, versão 2) contra famílias de trabalhadores rurais acampados em frente à Secretaria de Agricultura, na Av. Bezerra de Menezes. Foram cenas chocantes, deprimentes e revoltantes. Os PMs não livravam nem mesmo mulheres, crianças e idosos. Era tamanha a crueldade que até mesmo garrafas d´água e alimentos doados pelos moradores das imediações, solidários com aquelas famílias desafortunadas, eram pisoteados pelos ´meganhas´. Falei sobre tudo isso, apontando os culpados e comentando o espírito cristão do arcebispo de Fortaleza à época, Dom Cláudio Humes, que não se dignou a telefonar ao governador pedindo que mandasse suspender a operação. Ah, antes que esqueça, os deputados João Alfredo e Mário Mamede e o padre Lino Aleggri foram defender os agredidos e também entraram no sarrafo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

30 anos


Uma das melhores colunas que fiz nem era completa, apenas uma foto ao centro com um texto-legenda. Aconteceu nos anos 80, em um 12 de outubro. A imagem do excelente fotógrafo Leo Kaswiner era de uma menina vestida como princesa, mas com olhar profundamente tristonho, e abaixo dela eu escrevi algo que incomodou os socialmente míopes: ´Neste dia dedicado às crianças, quero pedir pelas crianças ricas. Porque se continuar esse modelo de exclusão social, com a fome imperando nos lares desafortunados, em breve elas não terão com quem brincar e conversar´. Acredite, naquele momento nada precisaria ser acrescentado.

quarta-feira, 19 de março de 2008

30 anos


Os Quezados e a profissão. Luís Dantas Quezado, cordelista, não foi propriamente jornalista, mas dominava a escrita como poucos. Antônio Nilson, meu irmão economista e professor, já falecido, atuou no jornalismo como articulista em sua área, embora não tenha vivido desse metier. Lúcio Brasileiro, mais recentemente Paco (que é Francisco, seu nome de batismo, em espanhol), altamente vocacionado. E duas primas talentosas, Ana e Liane Quezado, ambas formando aqui o núcleo da TV Globo. Mais perto de mim está minha filha Lina Cavalcante, formada na Mackenzie (SP), que começou como repórter de Cultura da revista ´Época´, onde atuou durante três anos. Agora, ela busca espaço na vida acadêmica.

sábado, 1 de março de 2008


Os Quezados e a profissão. Luís Dantas Quezado, cordelista, não foi propriamente jornalista, mas dominava a escrita como poucos. Antônio Nilson, meu irmão economista e professor, já falecido, atuou no jornalismo como articulista em sua área, embora não tenha vivido desse metier. Lúcio Brasileiro, mais recentemente Paco (que é Francisco, seu nome de batismo, em espanhol), altamente vocacionado. E duas primas talentosas, Ana e Liane Quezado, ambas formando aqui o núcleo da TV Globo. Mais perto de mim está minha filha Lina Cavalcante, formada na Mackenzie (SP), que começou como repórter de Cultura da revista ´Época´, onde atuou durante três anos. Agora, ela busca espaço na vida acadêmica.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

30 Anos


Nunca ganhei dinheiro com o jornalismo, talvez o suficiente para viver e olhe lá, assim mesmo fazendo alguns malabarismos. Não me queixo. No somatório geral, tem valido demais a pena. A verdade é que jornalismo não dá dinheiro, a não ser em casos excepcionalíssimos, em centros ou países muito adiantados. Exceção, jamais regra. E se gera fortuna pode estar certo de que não é propriamente jornalismo, mas qualquer outra coisa. Por isso, vá por mim, se vir alguém que se diz jornalista ostentando algum sinal de riqueza material, sem ter recebido herança ou acertado a Mega-Sena acumulada, pode desconfiar. Ou melhor, ter certeza...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

30 anos


Trabalhando em casa, sozinho, sem ter alguém para filtrar as ligações telefônicas e me poupar dos tipos que vêem a invenção de Graham Bell como algo que se presta a conversa fiada e demorada, eu atendia com voz de mulher, dando bandeira de ter pouca instrução: Alô! Eu ´trabai´ aqui... Certa vez, do outro lado da linha estava meu amigo e valioso colaborador Edilton Urano que comentou: ´Nossa! Que voz melodiosa tem a moça que atendeu´...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008


Coluna diária, diz tudo, é todo dia, logo, há quase 26 anos, não sei o que é folga semanal. Se querem saber, nunca me importei com isso. Coluna é assim mesmo, a gente conclui uma e já está fazendo a próxima. Muitas vezes, no sábado e no domingo, eu me permitia escrever em casa. E recorria ao chefe de Reportagem Ronaldo Salgado para mandar buscar. Ambos compreendíamos que, na carência de equipamento dos finais de semana, não seria prudente ocupar um carro apenas para buscar coluna. Dessa forma, eu me adaptava ao horário em que o veículo da Redação vinha abastecer no terminal, a pouco mais de um quilômetro de minha casa.

sábado, 29 de dezembro de 2007


Todos os meus colegas de profissão são íntegros (desculpem a falta de modéstia, mas os que não são íntegros, não os tenho como colegas). Gervásio de Paula é, seguramente, um dos que possuem maior grandeza interior. Pensamento constante nos menos afortunados, preocupação permanente com o semelhante, incapaz de prejudicar alguém. Desprendimento que não se encontra facilmente. Certa vez, necessitando tomar um medicamento caríssimo cuja fila para sua obtenção nos órgãos oficiais era quilométrica, três amigos conseguiram-lhe algumas doses. E, mesmo diante da urgência, sob pena mínima de ficar sem voz e máxima de morrer, Gervásio agradeceu e recusou, justificando que não seria correto passar na frente dos outros só pelo fato de ter amigos influentes. Nas relações de trabalho, ele sempre me ajudou muito e até já cobriu minhas férias, não bastasse termos vivido juntos a prazerosa e inesquecível aventura do ´Pixote´. De resto, um amigo e tanto.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


Quase tudo eu devo a alguém. O senso de humor, imprescindível principalmente nos momentos mais graves, eu aprendi com os criadores da mais inteligente revista em quadrinhos que conheci, ´Asterix´. Estou me referindo aos gauleses René Goscinni e Alberto Uderzo. Mas isso não é tudo. A visão crítica é ingrediente de inegável importância. Na leitura, me apurei no ´Pasquim´, já a partir da metade da primeira fase. Foi lá que aprendi a admirar Ziraldo, Ivan Lessa, Fausto Wolf, Jaguar e tantas outras figuras de proa que fazia jornalismo alternativo, do qual anos mais tarde eu faria parte com o ´Pixote´. Entanto, na convivência, muito aprendi com o meu saudoso amigo Fábio Ginelli, engenheiro-eletricista, de bom gosto indiscutível e apuradíssimo discernimento crítico. Fábio sabia como poucos dominar o medo, transformando-o em coragem mais do que lúcida e sensata. Um cara do bem.