sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Menino travesso


O semanário ´Pixote´ era editorialmente livre e comercialmente inoperante. A proposta consistia em que cada colaborador se pagaria, vendendo o patrocínio de sua seção e ficando com metade do apurado. Os outros 50% reverteriam para as despesas de operação. Ninguém vendeu coisa alguma, aliás, acho mesmo que nenhum dos membros tentou. Decididamente, esse setor não era a praia de nenhum de nós. Gervásio e eu aumentamos a oferta: o colaborador venderia e poderia ficar com os 100%. E nada. Se não me engano, o chargista Newton Silva conseguiu permuta com uma loja que vendia material de desenho. E eu contei com a ajuda de três amigos empresários cujos anúncios davam para pagar a gasolina, o componedor (é o novo!) e ainda sobrava o da cerveja. Houve também uma permuta com a Naturalis, que rendia medicamentos homeopáticos e consultas médicas para toda a equipe, benefícios os quais nunca usamos, saúde perfeita, graças a Deus.

Um comentário:

Lua disse...

Artistas, meu caro, em geral não combinam com negócios. O que não acho de todo estranho, realmente atrapalha a inspiração.rs. Um bjo gde da pequena leitora do Pixote. Lina