segunda-feira, 15 de outubro de 2007

De autor a personagem


Sim, fui citado inúmeras vezes pelos meus colegas. Regina Marshall chamou-me de inteligente, ela pode errar como todos nós, mas quando diz, está sentindo. Sônia Pinheiro, sempre generosa. Sebastião Nery fez uma coluna inteira inspirado em informação que dei sobre as crueldades cometidas por um ex-presidente do Banco do Nordeste cujo nome, em respeito a vocês, evito hoje em dia pronunciar. José Simão, da ´Folha de S. Paulo´, - grande figura - que eu saiba citou-me duas vezes. Por agora lembro apenas uma, quando morreu Mário Covas: ´Os tucanos enaltecem as qualidades morais do companheiro desaparecido. Lá de Fortaleza, Neno Cavalcante pergunta: ´Por que não seguem o exemplo´? Lúcio Brasileiro: ´Papeando na Volta da Jurema, Ivens Dias Branco, um amigo que eu tenho como irmão, e Neno, um irmão que tenho como amigo´.


Esta matéria foi veiculada em março de 1999 informando a estréia do Teveneno na TV Diário.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


De música e amigos. Há algum tempo, Fagner me prometeu um violão. Como é muito apegado à sua coleção, até hoje não criou coragem de cumprir. E nem precisa, foi perdoado. Se não fosse por ele, talvez eu não tivesse sido apresentado a Patrícia Pillar, uma grandeza de simplicidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Do outro lado da janela


Na maioria das vezes a coluna é escrita na própria redação, mas também já foi concebida em outros lugares. No hotel do Rômulo Montenegro, grande figura, no Caça e Pesca, onde morei algum tempo, costumava redigi-la na piscina, para onde me dirigia todas as manhãs com a velha Remington, papel jornal, caneta e bloco com anotações. Tive também o privilégio de escrever em barraca de praia, um olho na máquina e outro no mar, ora verde, por vezes azul. Mas o local que me proporcionava melhor rendimento era no apartamento onde morava, na Praia do Futuro, mar igualmente à vista. Vários anos depois, fiz da sala de radiojornalismo (Verdinha) a minha redação, onde convivi com criaturas maravilhosas como Solon, Newton Sales, Silvinha, Evandro Nogueira, Magnólia, Cleílson...

Valeu a pena


A partir de 1984, casamento desfeito com Denise Xavier, grande amiga até hoje, no primeiro momento as filhas Lina, de dois anos e meio e Marcela, três e meio, ficaram mais comigo para que a mãe corresse atrás da profissão. Era raro o dia em que as meninas não passassem um período na redação, onde faziam as tarefas escolares em meio à confusão peculiar. Não podia dar outra: Lina formou-se em Jornalismo na Mackenzie (SP), trabalhou como repórter da editoria de Cultura da revista ´Época´ e hoje é freelance da revista TAM, enquanto busca o Mestrado em Letras. Marcela concluiu Publicidade e Propaganda na Unifor, pós-graduou-se em Marketing com ênfase em Serviços na Fundação Armando Alvarez Penteado, de São Paulo; especializou-se em Planejamento na Miami Ad School, conveniada no Brasil com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e hoje atua no Departamento de Marketing do jornal Valor Econômico. Às duas eu devo, desde cedo, a tolerância e principalmente a compreensão de que o tipo de jornalismo que abracei traz inúmeras compensações, menos dinheiro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Mais que lembranças


30 Anos. Fugaz e fascinante foi a convivência com o comandante Edson Queiroz, que madrugava no jornal, acompanhando tudo, da redação às impressoras. Até que no dia 8 de junho de 1982 aconteceu aquele acidente com o avião da Vasp na Serra de Aratanha, em Pacatuba. Dentro da aeronave, além de batalhadores cearenses do ramo da confecção, Edson Queiroz. Depois do choque pela perda que de tão perto nos dizia, tomou conta de nós o temor de que, sem o entusiasmo contagiante do timoneiro, não conseguiríamos seguir em frente. Paralelamente a isso, surgiram boatos de que o jornal deixaria de existir, o que foi veementemente desmentido por Dona Yolanda que prometeu tocar adiante o mais recente sonho do marido. E o comandante, de onde estava, deu a força necessária.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Passado presente


Era setembro ou outubro de 1981 quando fui localizado na oficina do cartunista Mino, onde costumava passar as minhas tardes, trabalhando e me deliciando com os desenhos. Era o Maurício Xerez, que viria a ser o primeiro superintendente do ´Diário´. Ele disse: ´Estamos formando a equipe e o seu nome é cotado para fazer uma coluna no 2º Caderno (hoje Caderno 3). Ao seu lado, estava o jornalista Hélio Passos. Que tipo de coluna? - perguntei. ´Do seu jeito e estilo´, disse. Fui conversar e aceitei. Até então, coluna minha mesmo, somente semanal. O desafio me fascinou.